segunda-feira, 13 de maio de 2013

Filme: Rusalochka, a pequena sereia (Русалочка, 1976)

Gostaria de dividir com vocês hoje um filme que se tornou uma grande inspiração para mim nos últimos meses e que desde que o descobri, tenho assistido repetidamente. Trata-se de um filme russo dos anos 70 dirigido por Vladmir Bychkov que se chama Rusalochka, que significa "pequena sereia" em russo e é uma versão do conto de fada homônimo de Hans Christian Andersen.

Produzido nos anos 70 e com poucos recursos, à primeira vista, Rusalochka não parece ser um filme bom. Porém, ele foi feito de maneira a ser um filme muito delicado e bonito visualmente, mesmo que seus efeitos visuais sejam ultrapassados. Além disso, ele possui uma versão do conto de fadas mais fiel do que feito pela Disney, que nunca me agradou. 

O filme possui cenas interessantes debaixo d'água e a protagonista (Viktorya Novikova) é quem segura todo o filme com sua atuação delicadíssima. Eu achei muito interessante colocarem a sereia com um cabelo esverdeado e ela perde essa preciosa cor de cabelo quando se torna humana. Senti a dor dela, porque sempre sonhei em ter o cabelo dessa cor. Também achei o figurino usado pela sereia no filme muito diferente do que estamos acostumados, porque ela nada vestida, e muito interessante. 




Rusalochka (1976) é, acima de tudo, para mim, uma inspiração visual. Esse filme agradará principalmente aos que gostam de contos de fadas e suas versões um pouco mais próximas ao original, se é que é possível realmente rastrear o que é um "original" quando se trata de contos de transmissão oral. Nesse sentido, o roteiro não surpreende tanto, porque não é possível fazer tantas variações, ainda que haja alguma divergência na história que conhecemos. 

O que deixa esse filme ainda mais interessante é o fato de ser russo. Acho que filmes do leste europeu possuem algumas características, além da língua, que diferem tanto da nossa cultura e que me fascinam. Faz muito bem assistir a coisas de lugares que não estamos muito habituados.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Look do dia: sereia etérea


Faz tempo que não coloco aqui o meu outfit e não é porque não tenho usado e pensado sobre roupas, mas porque tenho estado com tanta pressa que não tenho tempo para fotos. Essa foto, por exemplo, foi tirada bem rápido enquanto eu saia para ir ao karaokê com meus amigos e amigas companheiros de canções! Porém, preciso tomar mais tempo e tirar mais fotos porque eu acho que, para mim, é bem produtivo tirar esse tipo de foto para verificar se meus visuais saem conforme o imaginado e para poder fazer uma comparação futura. 

Vestido Marcia Mello, com gola customizada;
Meias do ebay;
Sapato da Bodyline;
Bolsa 'sea nymph' da Lesportsac.

Há algumas postagens atrás, me perguntaram em que me inspiro. Bem, eu tenho me inspirado ainda no elemento água, que é onde me sinto mais a vontade. Mas tenho tirado inspirações para as minhas roupas "de fada" em fotografias de praias, neblina, vapor e água-viva. Aproveitei um dia de calor - agora já está mais friozinho por aqui - para usar esse vestidinho com a gola que comprei à parte e preguei nele.



Na foto não apareceu direito, mas eu quero dar o devido destaque e agradecer demais ao colar de concha com pérola, que foi um presente dado a mim pela Gabi (Gabrimim). Ela disse que achou tão parecido comigo que pensou até que eu já pudesse ter um igual e eu agradeço muito porque já não me imagino sem esse lindo pingente que combina com tudo aquilo que paira na minha imaginação. Agradeço do fundo do coração!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O fabuloso destino da minha Amélie


Bom dia, pessoal! Hoje eu gostaria de apresentar a vocês uma menininha que tem feito a minha felicidade desde o começo do ano, a Amélie. Quem tem me acompanhado pelo twitter já sabe, mas no dia 27 de janeiro deste ano eu encontrei na minha rua abandonada na chuva, passando fome, uma linda (e bem suja) cachorrinha. Eu tinha visto-a na madrugada do dia anterior, na chuva, e partiu meu coração. No dia seguinte, ela continuava por aqui e eu conversei com a minha mãe e ela disse que poderia pegá-la. Saímos correndo atrás dela pelas ruas do bairro, mas ela tinha muito medo e fugia. Descobri que ela morava em um terreno baldio e apenas assim conseguimos pegá-la. 

A primeira semana foi muito difícil e eu me senti como uma mãe que acabou de ter um filho. Eu estava sozinha e tive que aprender, pela primeira vez, a cuidar de um cachorro... porque só tive gatos, e a diferença é imensa! Ela estava cheia de problemas, com o pelo todo sujo, cheio de nós e mosquitos. Muito magra,  com vermes e com dermatite em toda a pele. Além disso, estava com suspeita de estar prenha e os exames foram inconclusivos. Ela também recusava qualquer comida. Foi extremamente difícil, mas aos poucos, consegui cuidar dela, fazê-la comer e inclusive já castrei (ela não estava prenha, mas entrando no cio!) e vacinei. Tivemos que tosar todo o pelo dela e aos poucos está crescendo. 



Eu poderia falar aqui de todo o bem que fazemos quando pegamos um animal da rua, porque se eu não tivesse pego, ela poderia ter morrido de fome, frio ou atropelada, ter tido filhotinhos que iriam sofrer também nessas mesmas condições e tantos outros problemas... mas eu gostaria agora de falar do bem que ela me fez: 
Desde que eu perdi meu gato Lili no ano passado, eu me sentia imensamente triste e sozinha. Eu chegava em casa e ficava desolada, porque ele não estava me esperando. Eu sofri muito de solidão, e por isso fiz o post sobre como se divertir sozinha. A Amélie curou toda a minha solidão com sua alegria, porque ela é uma cachorrinha muito carinhosa e me faz companhia e festinha o dia inteiro. E cachorros são tão fofinhos e companheiros quanto gatos, ainda que um pouco mais barulhentos e atrapalhados. Cada um tem sua graça. Ela também alegrou toda a minha família. Meus avós insistem para que eu leve ela para fazer-lhes companhia. E, parece incrível, mas desde que eles brincam com ela, a ansiedade e doenças que eles pareciam ter acabaram. 
Por isso, eu sugiro a todas as pessoas que tenham muito amor e precisem receber muito amor que adotem esses animais ou retirem das ruas, porque é um bem mútuo. E uma experiência maravilhosa também. 


Na semana passada, comprei esse peitoral para não sufocar a Amélie nas caminhadas e acabei por customizá-lo com rosinhas de tecido (eu tenho muita imaginação!). Bem, descobri que minha Amelinha é uma princesa. Quando a peguei, fui recriminada pelos vizinhos porque não deveria ter dado um "nome chique" para uma cadela vira-lata. Mas, honestamente, todos os cachorros são lindos e aqueles cachorros magros, sujos e abandonados só não são bonitos porque não tem ninguém cuidando deles. Minha vira-latinha também tem direito de ser uma princesinha, uma Cinderela, e todos os animais abandonados também. Não compre vidas, porque existem milhares de cachorros na rua, esperando pela nossa ajuda e amor! Existem diversas instituições de adoção animal em todas as cidades. 

Quanto à alimentação, ela come muitas frutas, comida caseira e um pouco de ração. Mas eu estou com dificuldades para encontrar ração vegetariana aqui em São Paulo. Eu sei que existe a Fri-dog mas procurei em diversos lugares e não encontro. Será que alguém que mora aqui e sabe onde encontrar essa ração poderia escrever nos comentários e me ajudar? Porque me sinto muito mal comprando ração normal para ela. 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Mostras de cinema e dicas de filmes

Nas últimas semanas, estive bastante entusiasmada com as mostras de cinema que aconteceram aqui na minha cidade. Na verdade, sempre tem alguma mostra acontecendo em algum lugar menos conhecido, mas geralmente as pessoas não ficam sabendo porque não costuma ser tão divulgado, a menos que você procure se informar. A vantagem dessas mostras é que podemos ver filmes muito bem recebidos pela crítica e que já saíram de cartaz por preços reduzidos ou entrada gratuita. No mês que passou, houve o 39º Festival Sesc Melhores Filmes, em que o público e a crítica votam nos melhores filmes exibidos no ano anterior e os vencedores são exibidos. Além da exibição dos filmes, aconteceram muitas palestras e seminários sobre cinema que podem ser vistos em seu canal do youtube. Também houve uma mostra de filmes do David Lynch, que vou falar mais abaixo. Colocarei aqui os filmes todos que assisti e espero que possam servir de sugestão para os interessados em assistir filmes diferentes. 

Pina 3D (Pina, 2011)
Pina é um filme do diretor Wim Wenders homenageando a coreógrafa Pina Bausch. O filme é feito em 3D e, apesar de eu geralmente não gostar de filmes em 3D, foi realmente o melhor uso da tecnologia que eu vi. Para quem gosta de dança é obrigatório. Lindíssimo e tocante.
 Fausto (Faust,2011)
Fausto é um filme do diretor Alexandr Sokurov baseado no clássico Fausto. É um filme escuro e repleto de simbolismos. Parece que a sua reprodução foi feita em formato quadrado porque esse seria a forma mais próxima de deus. É difícil e pesado, porque vai exigir a interpretação do espectador. Recomendo para quem gosta de filmes herméticos ou para quem é seduzido pela história de Fausto. 
 L'appolonide: os amores da casa de tolerância (L'appolonide, 2011)
Filme francês que conta a história das últimas casas de prostituição da França na virada do século XIX para o XX, fazendo também um paralelo com os dias de hoje com uma trilha sonora bastante moderna. É um filme interessante porque, apesar de ter um visual bonito, ele tira completamente o glamour que ainda existia sobre esses lugares e a situação das mulheres da época.
Drive (Drive, 2011)
Drive foi a maior surpresa, pois trata-se de um filme de ação, carros e violência. Porém, sai completamente dos filmes de entretenimento tradicionais. É um filme com o enredo muito bem feito, personagens instigantes. Ou seja, é um filme sobre carros muito bem construído e isso prova que não é o tema que faz ou estraga o filme e que toda história com um enredo bem feito, com bons atores e bem dirigida pode se tornar um bom filme. 
A invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011)
Eu já tinha assistido Hugo Cabret quando estava em cartaz nos cinemas e tinha gostado demais. Como estava na mostra, resolvi assistir novamente. É um filme de Martin Scorsese que conta a história de um menino que vive sozinho nos relógios em uma estação de trem e tem como objetivo consertar um autômato. Suas aventuras o conduzem a uma descoberta sobre a história do próprio cinema. 



Consegui assistir a vários filmes que gostaria, mas não a todos. Felizmente, podemos sempre encontrar esses filmes nas poucas locadoras de filmes restantes e na internet. Vou deixar aqui uma nota de que todos os filmes foram assistidos no CineSesc, na R. Augusta aqui em São Paulo, mas ficaram em exibição em todos os Sescs. Esse é meu cinema favorito, porque o preço do ingresso e pipoca é justo, a única sala é muito confortável e possui boas adaptações para deficientes.

A outra mostra que frequentei aconteceu nas duas últimas semanas na Caixa Cultural, que fica na praça da Sé. Mostra com todos os filmes do diretor surrealista David Lynch. Eu achei muita coincidência ter tido uma mostra sobre o diretor logo agora, pois desde o começo do ano estava com vontade de voltar a assistir seus filmes e cheguei a assistir todos os episódios de sua famosa série Twin Peaks e fiquei realmente obcecada nela por algum tempo. Fiquei muito feliz por poder assistir a filmes que nunca tinha visto lá. Infelizmente, não pude ver muitos porque tinha um curso durante a primeira semana e também o local é muito perigoso para ficar andando à noite. 

Primeiramente, devo dizer que David Lynch é um diretor controverso e quem vê seus filmes pela primeira vez e sem aviso prévio pode ficar um pouco chocado ou não gostar do seu trabalho. Oriundo das artes plásticas, seus filmes são surrealistas, simbolistas, com possíveis usos de questões psicológicas e nada realistas. Para ele, seus filmes não devem ser explicados, pois cada um deve ter sua própria interpretação.

Veludo Azul (Blue Velvet, 1986)
Eu fiquei muito feliz por conseguir assistir novamente a Veludo Azul. Um dos filmes do diretor que mais gostava. Nele, atua Kyle Maclachlan, que é o mesmo ator do Detetive Dale Cooper em Twin Peaks e Laura Dern. A música "Blue Velvet" embala um filme repleto de sonhos e imagens do subconsciente, desencadeado com a descoberta de uma orelha no jardim. 
Império dos Sonhos (Inland Empire, 2006)
Na minha opinião, o filme mais difícil do diretor. O filme é quase uma experiência metafísica (e metalinguística) de sonhos dentro de sonhos e filmes dentro de filmes em três horas de duração. Laura Dern interpreta uma atriz que interpreta uma personagem fazendo um filme polonês amaldiçoado. Toda a sua história é assistida na televisão pela garota perdida, uma garota polonesa que parece ser uma escrava. A história das duas personagens se misturam. 
A Estrada Perdida (Lost Highway, 1997)
Esse filme foi a melhor surpresa porque é exatamente de filmes desse tipo que gosto. É um filme com um enredo todo desmontado e com muitos simbolismos, mas a sua compreensão é possível uma vez que percebemos que não está em uma sequência cronológica. Um ciumento saxofonista recebe fitas suspeitas de sua casa sendo filmada por um desconhecido. Em seguida, é mandado para a prisão e lá transforma em um rapaz muito mais novo, mas as coisas não são o que parecem ser.  


Na mostra, também consegui assistir aos episódios de outra série dos anos 90 feita em parceria com Mark Frost, chamada de "On the air". É uma comédia muito maluca e diferente sobre a produção de um programa ao vivo. O episódio piloto é muito engraçado e recomendo, aos curiosos. O que mais gostei dessa mostra foi poder assistir em sequência diversos trabalhos do diretor e perceber que existem muitos elementos que estão presentes em quase todos os seus trabalhos e geralmente possuem o mesmo significado, como o caso do acortinado vermelho e do contraste preto/branco ou morena/loira.

***

Para os interessados em cinema, essas mostras já acabaram. Porém, sempre é possível acompanhar outras mostras de cinema. Acontecerá em várias cidades o Festival Varilux de Cinema Francês e, em São Paulo, uma exibição de filmes do Alexandr Sokurov. Espero conseguir assistir a alguns desses filmes, porque ir ao cinema é uma das atividades que mais gosto de fazer.

A propósito, fiz uma conta no Filmow, que é uma rede social para colocarmos os filmes que já assistimos. Me adicionem lá:  nereida.rede

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Divertindo-se sozinha


Ficar sozinha pode ser difícil, especialmente para os tímidos. Não estou dizendo no sentido de não ter encontrado uma pessoa especial com quem possa dividir os bons momentos, mas coisas simples como acordar, almoçar e voltar para casa sem ter falado com muitas pessoas mais do que o essencial. Porém, a solidão, ou melhor solitude, não deve ser limitadora, mas pode ser libertadora e nos permitir ficar a vontade com nós mesmos. 

É possível indicar muitas coisas para se fazer sozinho quando se está na tranquilidade da sua casa, como desenhar, dançar, tocar algum instrumento, ler... eu costumo fazer tudo isso. Mas, para a maioria das pessoas, dar o passo de passar um dia sozinho fora de casa é muito mais difícil. Isso porque é assumir um estado só que pode dar medo e a impressão de vulnerabilidade. Entretanto, passear sozinho pela nossa cidade pode ser uma coisa maravilhosa e nos proporcionar experiências diferentes. 

Eu fico muito tempo sozinha e sempre fui uma pessoa que tem muitas amizades mas passa a maior parte do tempo sozinha simplesmente por ser assim. Em algumas épocas, confesso, me sentia abandonada e muito solitária, pois só tinha verdadeira companhia aos finais de semana, quando podia me encontrar com minha mãe, meu namorado e amigos. Nas últimas semanas, tive mais tempo para mim e resolvi transformar isso em algo bom, ao invés de lamentar ter tempo para fazer muitas coisas e não ter companhia. Portanto, aqui vou indicar algumas coisas que são tão boas de se fazer sozinho como acompanhado:

- Ir a museus: é muito bom ir a museus acompanhada, mas é uma experiência única ir sozinha. Você pode ver as exposições artísticas no seu próprio ritmo, ler com detalhe as explicações (ou pular e não ler!), mudar a ordem, sentar por muito tempo na frente daquele seu quadro favorito e simplesmente admirá-lo. Na última semana, fui ao MASP sozinha e vivi essa experiência especial. Há algum tempo, fiz o mesmo e fui na Pinacoteca, que é um lugar que costumo me sentir sempre em casa. Recomendo o MASP de terça-feira, pois a entrada é gratuita. Em breve, pretendo voltar ao Museu da Língua Portuguesa para ver as novas instalações também. Recomendo esses passeios para quem morar ou visitar São Paulo.  

- Bibliotecas e livrarias: nada mais indicado para se ir sozinho do que em bibliotecas, afinal, é para se manter o silêncio! Tente ir na sua biblioteca favorita e passar o dia procurando algum livro diferente nas estantes ou conheça uma livraria nova. Esses espaços também costumam oferecer cursos e eventos, então procure se informar também. Ultimamente, tenho frequentado bastante a Biblioteca Mário de Andrade e fazendo algumas atividades lá. Livrarias também são uma boa opção, porque em algumas, você pode tomar algum café enquanto folheia livros. Eu tento sempre visitar a Livraria Cultura do Conjunto Nacional e é minha favorita, porque tem um espaço agradável para se passar toda uma tarde lendo livros e procurando CDs e filmes.

- Parques: caminhar faz bem e ver a natureza acaba com qualquer estado melancólico que possa existir. Em um dia de sol, vá até um parque com roupa de ginástica e caminhe, corra ou alugue uma bicicleta. Eu pretendo fazer isso em breve. Para os menos motivados, leve um livro e uma máquina para tirar fotografia (da natureza e também de bonecas, que tal?).

- Cinema: Ok, isso é polêmico, mas não é o fim do mundo ir ao cinema sozinho. Na verdade, você pode não ter percebido, mas muitas pessoas vão ao cinema sozinhas. Escolha aquele filme pouco conhecido que você dificilmente encontrará companhia para assistir e tente ir sozinho. Existem muitas mostras de cinema pela cidade e falarei mais disso na próxima postagem. É possível que você até faça amizades na fila de espera com pessoas que gostam das mesmas coisas que você! 

Tudo isso nos faz mais feliz e dá a sensação de que não estamos deixando o tempo escorrer por nossas mãos. Arrume-se e leve a si mesmo para passear.

E vocês, o que vocês gostam de fazer sozinhos?

terça-feira, 9 de abril de 2013

Como foi me tornar vegana

Trad.: "Este é um porco, não uma salsicha". Camiseta  feita pelo Instituto Nina Rosa

Essa postagem foi pedida pela minha querida Ichigo e estou bem atrasada. Em janeiro desse ano, completei um ano como vegana (ou seja, se abster e boicotar o consumo de produtos de origem animal para evitar a exploração, sofrimento ou morte de animais não-humanos) . Como tinha muitas coisas para resolver, não consegui criar tempo para pensar mais profundamente sobre como foi esse primeiro ano, até agora. Mas como recebo muitas mensagens curiosas e incentivadoras, acredito que será muito produtivo contar como foi. 

Como já mencionei aqui antes, eu fui vegetariana por mais de 5 anos antes de me tornar vegana. Porém, chegou um momento da minha vida que eu senti que estava muito acomodada e que estava fazendo muito pouco. Eu já sentia há muito tempo um certo incômodo e uma certa culpa quando comia produtos de origem animal e eu tentava me livrar disso pensando que não conseguiria viver sem isso. Algo em mim despertou, de repente, e eu tive uma grande vontade de tentar reduzir o máximo que pudesse qualquer dano e sofrimento aos animais, porque isso é algo com que me importo. A princípio, pensei em primeiro tirar os ovos (que julguei ser mais fácil) e depois o leite, mas logo que tomei essa decisão, nunca mais consegui consumir nada e, de uma hora para a outra, tirei todos os produtos de origem animal. 

Eu penso que foi porque eu estava no momento certo, mas a minha transição foi extremamente fácil e não senti absolutamente nenhum desejo ou dificuldade. Aos poucos fui descobrindo que todas as comidas que gostava eram veganas ou podia fazer uma adaptação. Eu pensei que fosse sofrer, principalmente, com doces, mas existem tantos doces veganos gostosos - além das frutas -  que isso não foi um problema. Um mundo maravilhoso de possibilidades se abriu frente a mim e comer se tornou um prazer maior.

Vou comentar aqui algumas coisas que deixaram minha vida mais fácil e algumas dificuldades que encontrei.

Facilidades: 
Por incrível que pareça, a parte mais fácil do veganismo é a comida. A comida do dia a dia que consideramos "fazer bem" é vegana por natureza. No café da manhã, os pães integrais e o pãozinho francês costumam não ter ingredientes de origem animal. E no almoço, o arroz com feijão típico brasileiro, com legumes e verduras, é extremamente nutritivo e vegano. Comer fora também não é uma dificuldade, porque sempre encontramos muitas opções veganas em restaurantes por quilo. Os docinhos também não são um grande problema, porque além de ser muito fácil fazer bolos veganos, nós sempre encontramos chocolates sem leite por aí (geralmente, meio-amargo).  Outro ponto muito positivo é que, a menos que compremos tudo de soja, se nos mantermos em produtos normais, a economia no mercado é muito grande, porque a dieta vegana é a dieta mais barata de todas.

Dificuldades: 
É difícil encontrar cosméticos que não testem em animais e não possuam nenhum componente de origem animal (como cera de abelha, glicerina e cochonilha, que são insetos esmagados que dão a cor vermelha). Eu já comentei das marcas de cuidados para cabelo nesse post, mas é preciso tomar cuidado com maquiagem e produtos para a casa. A parte da maquiagem é difícil, porque não existem muitas marcas sendo vendidas no Brasil (achei vendendo aqui e aqui) e a maioria é importada. Ou seja, é possível encontrar tudo, mas demanda uma busca maior e a importação de alguns produtos. Lá fora, a E.L.F. é uma marca de maquiagem totalmente acessível, porque os produtos não passam de 2 dólares, e todos são veganos.

Saúde: 
Não foi por saúde que me tornei vegana, mas pelos animais. Porém, a saúde foi a maior diferença que notei nesse tempo. Eu fiz exames antes e depois de me tornar vegana e os meus níveis de cálcio e ferro aumentaram consideravelmente. Antes eu tinha um pouco de anemia e hoje eu não tenho mais, estou com níveis de ferro bem altos. Além disso, como eu tenho um alto consumo de frutas (pelo menos 6 porções diárias), legumes e verduras, porque a dieta é baseada em plantas, o meu sistema imunológico está muito forte porque consumo muitas vitaminas. Eu faço suplementação com comprimidos de vitamina B12, que é a única vitamina deficiente na dieta vegana e pode ser feita por laboratório. Para os curiosos, eu uso a B12 de 1000mg do Veganicity. Como eu tomo sol diariamente, não preciso me preocupar com a vitamina D.

O maior benefício, entretanto, foi na minha consciência. Eu me sinto imensamente bem ao saber que estou fazendo o que posso para minimizar o sofrimento dos animais e que se todos fizessem isso, eu acredito que o mundo se tornaria um lugar mais cheio de amor, melhor e mais pacífico. Entretanto, não gosto de forçar as pessoas a se tornarem veganas, porque eu acredito que cada um deva chegar sozinho a essa conclusão. Se você se importa com o sofrimento animal, não se desespere e não ache que fazer alguma coisa é impossível. Aos poucos, conseguimos adequar nossa vida para minimizar essa exploração e sofrimento. Enquanto isso, se informe e pesquise a respeito. A internet é um lugar que fornece todos os tipos de informação também. Eu recomendo a todos assistirem o documentário Terráqueos, e sobre saúde, o Troque a Faca pelo Garfo.

Esse é só um começo. Ainda acho que posso fazer mais e quero procurar outras maneiras também de ajudar os animais que sofrem tanto com o comportamento humano.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Meu guarda-roupa: 5 peças favoritas

Essa semana eu estava um pouco sem inspiração para escrever aqui. Eu acabei ficando gripada e o tempo não ajudava muito para fotografar. Felizmente, a Madrepérola me indicou para responder a uma tag tão divertida que me animei a fazer hoje mesmo. Como não gosto muito do formato tradicional das tags, faço sempre do meu jeito, não seguindo muito à risca, para mais detalhes, recomendo olhar no blog dela. Trata-se de mostrar 5 peças favoritas do meu guarda-roupa, sendo roupas ou sapatos, só não vale acessórios. Então, mostrarei as fotos e explicarei o motivo de gostar de determinada peça. Acontece que minhas roupas favoritas eu acabo usando bastante, então vocês já devem estar cansados de vê-las. Espero que gostem mesmo assim! 

***

Primeiramente, vou fazer uma pequena introdução sobre o espaço em que guardo minhas roupas no meu quarto. Na foto acima, coloquei pela primeira vez uma imagem do meu guarda-roupa. Já devo ter mencionado que vivo em um espaço pequeno. Por isso, sofro um pouco para encontrar espaço para guardar minhas coisas. Isso faz com que eu tenha que pensar muitas vezes antes de comprar um livro ou uma roupa. Meu guarda-roupa é embutido, então eu divido-o entre a parte em que guardo minhas roupas, em araras e em gavetas (foto acima), em uma parte lateral menor eu coloco apenas os sapatos, bolsas, sombrinhas e meus petticoats. Na parte superior do armário eu guardo jogos de cama, edredons e cobertores, e algumas lembranças antigas em caixas. Fora isso, possuo uma pequena cômoda com três gavetas onde guardo toalhas, roupas e até mesmo material de papelaria.

Eu não gosto de viver em um lugar bagunçado, mas não consigo fugir disso quando se trata das minhas roupas. Por mais que eu tente organizar e separar, eu tenho menos espaço do que gostaria e as gavetas sempre estão lotadas e isso é ruim porque acaba amassando as roupas. Não tenho nenhuma sugestão a dar para vocês que sofrem do mesmo problema, mas eu frequentemente tento arrumar e doar as coisas que acho que não vou usar mais... o problema é que sou desapegada demais, tenho que tomar cuidado, pois já dei coisas que amava apenas para ter mais espaço. 

Como vocês podem ver na foto acima, eu não separo meu guarda roupa por cor. Eu divido ele entre peças do cotidiano, esquerda, e peças otome/lolita/j-fashion, na direita. Isso funciona bem para mim. Agora vamos às minhas peças favoritas: 

1. Vestido aqua de renda:

Quantas vezes vocês já me viram usando esse vestido? Incontáveis. É o meu favorito porque é a peça que mais representa o que eu sou. Eu comprei esse vestido da marca Márcia Mello em um outlet por um preço bem baratinho. Porém, o tamanho era G e ficava muito grande em mim. Eu reduzi mais de 10 centímetros dele, mas ele continua largo em mim. Recentemente, comprei essa gola de renda para colocar nele e enfeitá-lo mais um pouco e é possível remover, caso eu desejar.

2. Vestido transparente:
É apenas a parte de cima do vestido que comprei no Taobao e coloquei nesse post (aqui). Ainda não usei, mas gosto tanto dele e imagino que posso sobrepor ele de tantas maneiras... Ele é bastante diáfano e eu acho que o efeito visual que ele dá combina bastante comigo. 

3. Bata verde clara com renda:
Eu comprei essa bata de chiffon em uma loja chamada Ágatha em promoção. Na época, eu não imaginava como poderia usá-la, mas ela me agradou tanto que resolvi arriscar. Ela remete a blusas antigas e possui lindos botões nas costas. Eu fiz muito bem de tê-la comprado porque hoje ela me representa muito bem, porque remete ao mar, ao antigo e ao irreal. 

4. Poncho branco de crochê:
 É, eu sempre uso esse poncho! Para mim, ele é especial porque combina com todas as roupas que possuo e deixa todas elas mais especiais e sonhadoras. Ele é da Costume e eu comprei também na liquidação de troca de coleção. Eu tenho que me controlar para não usar esse poncho com ainda mais frequência e optar por outras peças. O broche não vem com ele, mas eu sempre gosto de usar esse poncho com algum tipo de enfeite diferente.

5. Melissa Lady Dragon com camafeu da Barbie:
Resolvi terminar com um sapato. Meu sapato favorito é sem dúvida essa Melissa da foto acima. Entretanto, eu nunca consigo usá-la porque é alta demais para mim e não é nada confortável. Acho que vou me esforçar para compor um outfit com ela da próxima vez. Eu acho esse sapato especial porque ele me traz um pouco para o presente e para um retrô que é, na verdade, bem moderno e pop. 

***

Eu espero que tenham gostado e que não tenha sido nada muito repetitivo. Mas não me culpem por usar muitas vezes aquelas roupas que gosto demais! Eu tenho muita curiosidade para ver o guarda-roupa e as peças favoritas de algumas amigas minhas, então indico a Viviane, Ichigo e Milkchiru (que não tem blog, mas espero que ela poste fotos de alguma maneira porque ela tem roupas lindas!) para abrirem o guarda-roupa e mostrarem as peças favoritas também. 
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